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BANDARRA

R. de S. Justa, Lisboa

A exigência de uma loja moderna e de imagem sólida, resistente à passagem do tempo, terá sido o paradoxo que problematizou a resolução do projecto que me foi apresentado. De facto, a modernidade pretendida poderia induzir o projecto em 'cliches' modistas contrários à solidez de imagem desejada. Equacionar tal projecto passou, pois, por uma selecção de materiais de indiscutível nobreza e dignidade, e por uma utilização evidente (natural) das suas características plásticas - o respeito pela linguagem própria de cada material. A escolha do material de revestimento da montra e fachada (lioz branco bujardado a pico fino) foi sugestionado pela envolvente pombalina funcionando como um prolongamento do exterior para o interior, no qual o 'novo' acontece. Assim, as montras constituem um palco de transição entre os dois cenários usando a mesma matéria que nas edificações pombalinas serve para separar o interior do exterior - a cantaria de lioz. O formalismo da escada resulta da sua resolução funcional. Pretendia-se uma escada desafogada e funcional passando por uma abertura circular no tecto com apenas 1,15m de diâmetro. Um lanço recto e um lanço em espiral com o eixo descentrado resolveram o problema que, curiosamente, foi o pretexto para início do trabalho e acentuação do valor plástico da escada. A diferença de materiais acentua a diferença formal das partes e consolida um plasticismo que, enquadrado numa parede de reboco aparente, se tornou o 'ex-libris' da loja.